Por MaximilianA foto ao lado foi tirada hoje pela manhã de uma bike que veio fazer revisão em nossa oficina. O atleta que a trouxe pedala freqüentemente em rolo, e nunca havia feito uma inspeção em seu guidão para ver como estavam as condições do metal. Olhando a foto, as partes brancas indicam oxidação total do metal, e as vermelhas ferrugem crônica. Em suma, o guidão está podre, e só por um milagre não quebrou.
Fica aqui, portanto, um alerta: sempre que possível, remova a fita do seu guidão, especialmente se esse for metálico, e inspecione o estado do metal em toda a extensão do mesmo, inclusive por baixo da tampa do o avanço. O suor decorrente do treinamento em rolo costuma cair diretamente na frente da bike, em cima do guidão e parafusos que prendem o avanço e caixa de direção. Como conseqüência, inicia-se um processo de oxidação que ao longo do tempo vai comendo o metal.
O perigo aqui reside no fato de que um dia esse metal oxidado e enfraquecido irá quebrar, e infelizmente isso tende a acontecer com o atleta apoiado no guidão.
Embora o guidão de carbono não sofra do mesmo problema, é aconselhável inspecionar periodicamente o estado do carbono sob a tampa do avanço. As vezes, por excesso de torque nos parafusos que seguram o avanço, o carbono ali afunda, e daí para a trinca é um pulo.
Um paliativo fácil é usar uma toalha sobre o guidão e tampa da caixa de direção. Existe ainda um acessório especialmente desenvolvido para proteger essas peças, chamado sweat net. É uma espécie de triângulo de tecido, que fica preso nos manetes de freio e sob o selim, e que impede que o suor entre em contato com o quadro e guidão.
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